Emagrecer não é pesar menos, é perder gordura

 

A balança tira seu sono!

É fato que se pesar todos os dias pode ajudar no controle do peso, PORÉM, não deve ser uma obsessão. Olhando apenas para o número da balança, não é possível saber a qualidade do emagrecimento. Existe uma enorme diferença entre perder peso e perder gordura corporal.

Os quilos que você perde podem ser de massa muscular, de líquidos, de gordura, ou tudo junto. Dependendo do que foi eliminado, o peso na balança será facilmente recuperado. Por outro lado, você pode estar perdendo gordura corporal sem perceber qualquer alteração na balança.

Não raro, pacientes relatam terem diminuído um ou dois números do manequim, mantendo o mesmo peso. Quem nunca ouviu a frase: “músculo pesa mais do que gordura”. Na verdade, peso é peso, 1 kg é 1 kg.

Em peso, gordura e músculo não são diferentes. Acontece que o músculo é mais denso e compacto do que a gordura, ou seja, ocupa menos espaço no corpo. Partindo deste princípio, o peso corporal pode até aumentar com o ganho de massa muscular, e isso não deve ser motivo para preocupação. Ao contrário.

Se você está treinando e seguindo a dieta à risca, ótimo! Os resultados vão aparecer com o tempo. Evite subir na balança todos os dias para não criar decepções ou falsas expectativas diante do peso. 

Normalmente, essas oscilações “enormes” que tiram o seu sono estão relacionadas à perda ou retenção de líquidos. A própria balança pode fazer o peso variar! Um piso desnivelado, bateria fraca e até mesmo a umidade do banheiro interferem na leitura da pesagem.

Por fim, cuidado para não relacionar “saúde” com peso e corpo sarado! Se aquela “famosa” da revista mede 1,70m e pesa 54 kg, não pense que você terá o mesmo corpo dela se pesar 54 kg. O peso adequado varia de pessoa para pessoa, independentemente dos padrões estéticos.

Entre os muitos sentimentos provocados pela excessiva preocupação com a balança, estão a ansiedade e o desânimo, que podem colocar tudo a perder. Faça as pazes com a balança ou faça do espelho o seu melhor amigo!

Se seu objetivo for saber se você está bem fisicamente, olhe no espelho e faça uma avaliação autoconsciente. Nenhum método de avaliação antropométrica lhe trará a resposta exata sobre sua composição corporal do ponto de vista estético.

Vocês não imaginam quantas pessoas eu vejo com o percentual de gordura adequado, mas que desejam mudanças significativas em seu corpo.

Para que servem esses métodos então?

Para direcionarem o profissional a elaborar um programa alimentar ou de exercícios de acordo com a evolução do paciente.

Em obesos ou pessoas com sobrepeso significativo, a utilização de adipômetro fica comprometida. Nesses casos, o uso de uma boa balança de bioimpedância, além de uma fita métrica, ajuda e muito!

Em pessoas que possuem um leve sobrepeso e físicos mais atléticos, o adipômetro é indiscutivelmente superior a bioimpedância.

O avaliador não deve buscar apenas um número de percentual de gordura. Cada medida tem um significado e uma importância. Muitas vezes o percentual de gordura é baixo, mas existe uma gordura localizada em um determinado ponto, que pode ser o caso de ser eliminada apenas com a hipertrofia muscular no local e não com mais restrição calórica.

Um exemplo muito comum é aquela gordura chata abaixo dos glúteos que muitas mulheres se queixam. Em muitos casos, apenas com um treino específico de musculação para a região que resolverá o caso. Mais restrição calórica, poderia proporcionar perda de massa muscular.

Por isso a importância do próprio avaliador ser o profissional que vai elaborar seu programa de nutrição ou de treino. Ele precisa ver seu físico!

Ana Paula Martins

Nutricionista

Sou formada há mais de 15 anos em nutrição, nunca me conformei apenas com números e calorias, sempre acreditei que houvesse mais a respeito do alimento e como ele se comporta em nosso organismo, sempre achei que o indivíduo deveria ser olhado como um todo, foi então que decidi me especializar e busquei na nutrição funcional, o caminho para encontrar minhas respostas. Me especializei em nutrição clínica, fitoterapia e em nutrição esportiva, pelo Centro de Ensino Valéria Pascoal. Sempre acreditei que a busca pelo conhecimento, poderia mudar a vida dos meus pacientes. E assim até hoje, busco me atualizar sempre, pois a nutrição é uma ciência em movimento.